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    June 28

    Nice Plan: Sorry, we're busy sustaining our monopoly

    Não sei porquê mas acho que alguém anda distraído, melhor dizendo atrasado e distraído. A Google continua a tirar partido de um modelo que conhece bem e que domina, e aos poucos com algumas das peças da sua estratégia a estarem disponíveis, começa a ser capaz de alargar a sua influência às aplicações para dispositivos móveis cada vez mais preponderantes e presentes no nosso dia-a-dia. A forma escolhida acho-a curiosa, porque em situações semelhantes já deu lugar a queixas formais, afinal monopólios são monopólios e não há monopólios bons e monopólios maus, não começam todos assim?

    Esta “aliança” com uma plataforma de sucesso, tem um aspecto importante nestas coisas, a adopção, que o iPhone tem como garantida e que eles ainda não possuem, tendo como alvo o tipo de utilizadores que verdadeiramente mais interessa nesta fase conquistar.

    We want to contribute to the growth of these mobile applications, which is why we're happy to announce our beta launch of AdSense for Mobile Applications. After all, advertisers are looking for ways to reach potential customers when they are engaged with mobile content, and application developers are looking for ways to show the best ads to their users.

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    Esta é a receita mais antiga das empresas tecnológicas, ganhar o coração e a mente dos developers, para chegar aos utilizadores se o plano tiver sucesso, é o tipo de atraso que custa muitos milhões, os que se deixam de fazer e os que se vão investir para criar algum tipo de vantagem para provocar a mudança, que tipicamente nestas coisas demora imenso tempo a concretizar, e muitas vezes nem sequer se consegue, os últimos anos são nisso um grande exemplo.

    June 27

    HTC Snap

    O problema

    Nas últimas semanas entre muitas outras coisas, tive de avaliar as opções existentes no segmento dos Smartphones, e escolher um. Quem me conhece, sabe que gosto de analisar e ponderar as vantagens e desvantagens de cada opção, e escolher de forma bem informada e por isso consciente de que naquele momento a escolha será para mim a melhor.

    Alguns critérios estavam à partida muito condicionados, um deles era o orçamento que era limitado, outro era o facto de apenas aceitar uma de três plataformas, o Microsoft Windows Mobile, o iPhone da Apple ou o Android da Google, todas as restantes plataformas eram à partida totalmente desinteressantes para mim e por isso não constituíam sequer uma opção, e o último critério era o momento, que era para comprar já.

    Tenho a perfeita consciência que o momento não era o ideal por variados motivos, na realidade o momento era péssimo, já que cada uma das plataformas tem versões mais recentes a sair em novos terminais.

    A plataforma que melhor conheço é o Windows Mobile que já uso desde o Pocket PC 2000, e a versão que me interessava era a 6.5, mas para além de tentar garantir um dispositivo com especificações suficientes para poder aspirar a ter um upgrade, não seria nunca possível ter nesta fase um terminal com essa versão (não, não me interessa).

    Escolha reduzida

    Desde muito cedo o orçamento limitado era o critério que mais condicionaria a escolha, claramente a oferta de terminais no mundo Windows Mobile é neste momento muito mais alargada do que nas outras opções. Assim sendo e a não ser que pretendesse gastar acima dos 500€, não conseguiria adquirir um smartphone nem da Apple nem com o Android (os únicos neste momento são da HTC mas a lista de fabricantes e potenciais interessados está a aumentar todos os dias), e a minha disposição não era efectivamente essa, procurava um telefone e não um PC.

    Apple iPhone 3G S

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    Mas já agora do que investiguei e experimentei (sim experimentei ambas as opções, o iPhone 3G e o HTC Magic com o Android 1.5), considero o Apple iPhone uma plataforma apelativa, em que o conjunto harware e software são quase irresistíveis na experiência que procuram proporcionar, mas que ainda possui um conjunto de limitações e de arestas por limar mesmo na versão 3.0.

    No entanto a nova plataforma de hardware o iPhone 3G S parece ser uma evolução sólida numa plataforma de grande sucesso, e é verdade que aos poucos a Apple vem melhorando e acrescentando à plataforma algumas das principais omissões das primeiras versões. O preço não é muito apelativo, é engraçado ver que o 3G S aparece desbloqueado à volta dos 1.000€, para mim este preço é apenas aceitável para outro tipo de dispositivos não para um telemóvel.

     
    HTC Hero

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    Da Google, vinha o Android uma plataforma que ainda revela uma natural juventude, mas que a cada evolução revela um potencial muito grande. Os novos terminais que aí vêm possuem especificações elevadas e apelativas para o consumidor interessado numa excelente experiência em áreas como o vídeo, áudio, gráficos 3D, GPS e comunicações sem fios, tudo isto num pacote muito bem integrado com os serviços da Google.

    O HTC na imagem é o Hero um telemóvel que anda à volta dos 500€ e que para mim será melhor opção do que o iPhone da Apple. A TMN vai ter o exclusivo do HTC Magic para Portugal, está já em pré-reserva, mas no Hero acho que a HTC fez um excelente trabalho. 

     


    HTC Snap

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    Relativamente à plataforma escolhida, a primeira grande dúvida surgiu relativamente à classe do dispositivo, telemóvel/comunicator tipicamente com Windows Mobile Standard e sem Touch Screen ou dispositivo com Touch Screen e com a versão Professional do Windows Mobile.

    Já tive ambas as classes, embora nunca tivesse experimentado um dispositivo com teclado completo e sentia alguma curiosidade. Depois de olhar para a oferta dos diferentes fabricantes decidi pelo menos manter-me pela HTC, que tem plataformas com excelentes especificações, seguramente das melhores.

    O topo de gama é excelente o HTC Touch Diamond 2, seria o meu preferido, mas mantendo-me fiel aos critérios que havia definido, fiquei com a seguinte short list HTC Touch 3G, HTC Touch Cruise (09) e o HTC Snap.

    Andei à procura de problemas e não encontrei nada de grave em nenhum dos modelos, o Snap representaria apesar de tudo o maior risco visto ser um modelo muito recente havendo por isso pouca experiência. Todos os modelos possuem o mesmo processador e são considerados rápidos, as restantes especificações são muito aproximadas, o software de todos os modelo é o Windows Mobile 6.1 e nos modelos Touch a HTC inclui o TouchFLO que é um interface engraçado mas que já me aborrece um bocado.

    Uma diferença significativa é a dimensão do ecrã, que se traduz numa experiência pouco confortável e menos interessante na utilização de um browser nos equipamentos com a versão 6.1 standard.

    Acabei por me decidir pelo HTC Snap, considerei as diferenças menos relevantes para a utilização que vou privilegiar e quis experimentar um dispositivo com um teclado completo.

    Tenho-o acerca de 4 dias e a experiência tem sido excelente, até agora a escolha não poderia ter sido melhor. Nos próximos tempos talvez faça um post sobre os aspectos mais e os menos positivos, bem como o tipo de utilização que tenho feito dele, software que utilizo, etc. 

    May 12

    O futuro na palma da mão

    Teve lugar em Los Angeles esta semana, o Microsoft Mobile and Embedded DevCon 2005 um evento com as últimas novidades sobre o Windows Embedded e as plataformas Windows Mobile.

    Bill Gates na keynote de abertura anunciou o lançamento do Windows Mobile 5.0, assim como a estratégia de longo prazo para o desenvolvimento de aplicações móveis e sistemas operativos embebidos.

    Nesta apresentação é possível ver alguns anúncios muito interessantes, nomeadamente o novo dispositivo da HTC (o fabricante de dispositivos Windows Mobile, de marcas como QTEK, i-mate, Orange, Vodafone e T-Mobile) o HTC Universal o primeiro dispositivo Windows Mobile 3G. Fiquei também impressionado com o telemóvel da Samsung o SGH-i300 que vem com um disco de 3 Gb, suporte USB 2.0 e resmas de funcionalidades extra. Com telemóveis destes existem poucos motivos para aparecerem iPods e aspirantes a iPods.

    O resto da apresentação centrou-se no desenvolvimento de aplicações para a nova plataforma, novas ferramentas, novas APIs e nova tecnologia para a criação de aplicações Native ou Managed. O que salta à vista é de facto a riqueza desta nova plataforma que concerteza vai aumentar significativamente a produtividade dos programadores, e potenciar o aparecimento de aplicações muitissimo interessantes.

    Ainda à volta do mesmo tema e no âmbito da sua iniciativa Shared Source, a Microsoft disponibilizou no programa Windows Embedded Source Tools, uma coisa chamada Windows Embedded Source Tools for Bluetooth Technology uma biblioteca de classes que permite de forma fácil criar serviços e aplicações com suporte Bluetooth, em que esta distribui e licencia o código fonte sem custos a quem quiser, com a particularidade de que pode criar derivados comerciais sem a obrigação de partilhar as modificações com a Microsoft, concorrentes ou comunidade de desenvolvimento, vale a pena dar uma vista de olhos.