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July 09 We’re just trying to repeat the historyNão deixa de ser curioso como a Microsoft decide remover o browser do Windows 7 a comercializar na europa, uma espécie de provocação à UE pelos muitos processos que em que esta a tem envolvido e embrulhado (uma decisão claramente anti-consumidor, mas talvez a UE lhes peça para não o fazerem…), e vem agora a Google anunciar um novo sistema operativo baseado num kernel Linux, tendo como alvo, sistemas na classe dos netbooks, mas que pela descrição, não sendo um sistema operativo generalista, bem que se poderia enquadrar melhor na classe dos webbooks, já que a plataforma é o browser. Relativamente ao anúncio embora muito ainda se desconheça, alguns dos seus objectivos ficaram bem declarados:
A ideia é interessante já que cria uma classe intermédia entre o smartphone e o PC, provavelmente hoje uma boa percentagem das pessoas que utiliza um PC com um sistema operativo generalista (Windows, Mac OSX ou Linux), poderia bem passar a usar um dispositivo desta classe. Praticamente são esperados dois grandes efeitos:
O anúncio da Microsoft relativamente às diferentes versões do Windows 7 e o preço, ficaram aquém do que se esperaria principalmente no que respeita ao mercado dos netbooks, a Starter Edition existe, mas ninguém a quer porque a sua diferenciação para as restantes edições é garantida com demasiadas limitações, mesmo para o hadware a que se destina. É aqui que começa a oportunidade e a aposta da Google, criar uma solução mais apelativa do que a versão Starter Edition (até mais barata ;o)), e apostar que a Microsoft não consegue os upgrades esperados ou é obrigada a descer o preço para as edições mais interessantes, sendo obrigada a fazer o que não queria e com impacto, que pode ter alguma expressão no seu negócio. E o impacto não se espera tão significativo, porque o estabelecimento da plataforma aplicacional demora muito tempo a conseguir-se, no segmento empresarial estas mudanças são hoje mais dificeis de concretizar, mas se a Microsoft nada fizer para conter esta tentativa da Google, a mudança pode fazer-se, e aí a paisagem pode ser muito diferente daquela que temos hoje. O interessante é que a Google está mesmo apostada em provocar danos à Microsoft desde já, porque o anúncio é feito com mais de um ano de antecedência, e numa altura em que a Microsoft está a dias de anunciar o RTM do Windows 7 com o qual espera ter grande sucesso. A guerra pelo coração e mente dos developers já começou, a das parcerias será dura e difícil e vai também começar, o maior “valor” continua do lado da Microsoft essa é uma vantagem que lhe permite ainda aspirar vender sistemas operativos, mas com esta concorrência, e se existirem as aplicações, o preço tem inevitavelmente de ser revisto e ajustado, às vezes mais vale dar um passo atrás... Já agora e para que não haja dúvidas o Windows, Mac OSX e Linux são plataformas computacionais que vão continuar a ser muito importantes e as únicas a dar resposta aos requisitos de muitos cenários, mas a ideia aqui é fragmentar a base instalada de Windows. A Microsoft tentará puxar os requisitos e a experiência para patamares mais elevados e a Google tentará mantê-los bem baixo para que a comparação lhe seja favorável. Uma palavra final para o Internet Explorer, sinceramente não sei se não seria mais inteligente basear o IE no webkit, eu acho que seria um “ataque” inteligente, era voltar aos velhos tempos E&E e sempre se mantinha a concorrência bem próximo ;o) Dia 23 vamos já ver o que representam as ameaças Android e Chrome OS para a Microsoft. February 25 SUN: Open? Really?Temos vindo a assistir a uma grande mudança na Sun nos últimos anos (não é de estranhar a mudança de CEO, Jonathan Schwartz), tentativa de aproximação às comunidades de developers, os anuncios do lançamento de algumas das suas pérolas em OpenSource têem-se sucedido, e a imagem da empresa junto da opinião pública supostamente deveria mudar.
O problema é quando, um pouco por todos estes projectos, se confirma a tendência natural em controlar o projecto, tentando subverter o espirito à volta dos projectos entregues a uma comunidade. O último grande exemplo vem do OpenSolaris (no ODF Gary Edwards já se tinha queixado), o que nos deixa a pensar, se as reais motivações poderão não ser afinal, tão cândidas como nos querem fazer crer, de facto, era muito mais simples se fossem transparentes... há quem caia à primeira, até à segunda, terceira oportunidade são é capazes de não ter, esta sempre foi a forma rápida de se matar uma imagem que se quer projectar para a opinião pública.
October 25 Tempos dificeisA Novell está a passar por momentos dificeis, percebeu-se a tentativa de se reinventar, ao aparecer com uma estratégia renovada, assente numa clara e forte aposta no Linux e no Open Source, começaram foi tarde, a perceber que necessitam de uma estrutura de custos mais alinhada com a estratégia delineada.
São por isso esperados cortes na ordem dos 20% no número de funcionários, resultado deste exercício de optimização operacional.
September 08 Certeza de uns, dúvida de outrosDepois de tanta análise, tanta convicção, tanta certeza, tanto plano, parece que os resultados mostram o que se obtém quando a escolha se faz, pelos modelos de desenvolvimento ou de licenciamento e não pelos méritos e valor das soluções.
Novo ministro das comunicações brasileiro questiona utilização de software livre pelo Governo
Quanto tempo será necessário para se migrar os 14.000 desktops de Munique? vai em 3 anos de planeamento, talvez em 2006 comecem com os pilotos, de um PC por área, eu acho que numa década é expectável que o processo esteja concluído. Da forma como as coisas estão a andar a gestão da diversidade que se vai viver durante o projecto vai ser também um belo de um desafio, eu recomendo que passem já para o papel e lápis concretizando desde já um verdadeiro choque tecnológico. O Linius vem já a seguir? August 08 BitaitesMostraram-me hoje um artigo que saiu numa publicação de referência do nosso mercado, no suplemento mais cool do momento, e ao qual não pude ficar indiferente, por diversas razões. O artigo (mais um), um exclusivo do suplemento em questão, pretende demonstrar as grandes vantagens do Open Source em relação ao Closed Source e para as quais este parece não ter resposta.
Bem, eu nem sei por onde começar ;o) mas vai mesmo pelo princípio
Começa com aquele que deve se o exemplo clássico para o autor:
"Temos uma empresa lider de mercado nacional que desenvolve aplicações de gestão; esta vende o seu produto fechado sem hipóteses de os clientes poderem alterar as funcionalidades. Nesta situação, os únicos programadores empregados seriam os da empresa - e não seriam muitos, pois baseiam o seu tempo em novas funcionalidades genéricas ou upgrades para novas tecnologias emergentes, todos concentrados nesta empresa na evolução de um mesmo produto."
Existem bastantes empresas no nosso país que se enquadram nesta descrição, mas o autor ainda se encontra a contextualizar a sua razão.
"Outro ponto consiste no suporte aos clientes finais, onde empresas com maior poder financeiro podem dar suporte ao produto, pois precisam de se certificar e as certificações têm custos monetários. Como a empresa "mãe" apenas permite empresas certificadas a dar suporte aos seus produtos, temos aqui outra situação de perda de mais empregos, pois o número de pessoas que podem realmente dar suporte é limitado e mais nenhuns programadores são necessários."
O autor parece desconhecer os objectivos de um processo de certificação deste tipo, a ideia será dar algumas garantias ao cliente... a comparação, com a inexistência de tal processo e dada por fornecedores pequenos não parece gerar maior conforto a um cliente, que coloca no minimo questões de capacidade, e sustentabilidade.
"Se esta aplicação fosse Open Source (quando falamos em aplicação Open Source apontamos para uma baseada por exemplo, na licença GPL), a empresa onde esta foi criada teria metade ou menos de metade dos empregados actuais. Isto porque desenvolveria a raiz da aplicação, iria gerir as versões da mesma, mas perdia muito em serviços - a empresa seria mais pequena mas existiriam muitas outras mais."
No fundo só vantagens para quem cria o software, embora tendo uma empresa onde não seriam muitos passariam a metade ou menos de metade... o cliente passa também a ter de gerir uma miríade de fornecedores de serviço que não possuem credibilidade, e que amanhã podem desaparecer, mas isso não interessa porque amanhã é substituído por outro, tudo sem custos para o cliente... sim, sim, o próximo há-de responsabilizar-se pelo conhecimento do trabalho do anterior.
"Sendo assim - pelo facto da aplicação de gestão ser Open Source - podem existir variadas empresas com programadores a adaptarem-na às especificações dos seus próprios clientes finais. Não existe apenas uma empresa a programar a aplicação; se a empresa-mãe tivesse 20 programadores (uso de valores apenas para exemplo), poderia perder metade (de notar que a empresa original tem sempre mais pedidos de suporte do que as que usam e adoptam o produto posteriormente, (ver o caso do MySQL em www.mysql.com) mas em outras 20 empresas poderiam aparecer com 2 ou 3 programadores cada, num total de cerca de 20 novos empregos para programadores - o dobro dos existentes como aplicação fechada (estes valores são estimativas por baixo)."
Então não, para os fornecedores de serviço fazer adaptações é o seu objectivo porque é disso que vai depender, e já estou mesmo a ver ele a querer manter-se alinhado com a aplicação original, quando se desalinhar ganha mais... ah e tem sempre a oportunidade para "criar" mais uns relatoriositos bem pagos, que o cliente deveria ser capaz de fazer sozinho.
Já agora um artigo que fala do que demasiada adaptação pode gerar.
"O facto de haver mais empresas com mais programadores é de simples explicação: a partir do momento em que existe acesso ao código fonte da aplicação estas empresas ficam com o poder de corrigir erros e adaptar a solução, providenciando serviços sem precedentes e sem necessidade de depender de aprovações e certificados da empresa "mãe". A única aprovação a que ficariam limitados seria na participação de desenvolvimento do produto de origem que é gerido pela empresa que o criou originalmente. Este produto ficaria mais bem desenvolvido devido à participação de mais programadores, e gestores de produto das várias empresas que o adoptassem e que teriam mais estreitas experiências de contacto com clientes finais."
Lá está serviços sem precedentes, venham eles... e sem aprovação, "Não se preocupe Sr. cliente depois logo se vê se podemos fazer upgrade ou quanto tempo vamos demorar, já que mudámos umas coisitas no modelo de dados a seu pedido...", " Mas olhe andamos todos a colaborar neste projecto, e o código está muito giro, isto está muito melhor desenvolvido garanto-lhe eu, mas se quiser dar uma vista de olhos...".
"Do ponto de vista de técnicos especializados, as aplicações fechadas geram emprego na área de TI mais funcional, enquanto o código aberto gera mais emprego na área de TI mais técnica; no entanto a nível geral gera-se sempre mais emprego com o código aberto."
Eu não sei onde o autor foi buscar isto, no entanto concordo com ele os programadores nascem das pedras.
"No Open Source os clientes finais, ao contactarem com um consultor que lhes vai dar apoio, têm a garantia que estão perante um profissional que tem de saber o que faz e percebe o funcionamento total da aplicação."
Esta garantia é sensacional, acho que é pela cor, o profissional consultor especialista em soluções Open Source normalmente vem pintado de verde, ah assim é fácil, claro...
Com o código aberto os clientes estão como já se indicou livres de contactar quem quiserem e podem mesmo meter-se em "leilão" aberto, para qualquer empresa poder propor contractos de manutenção, fazendo naturalmente baixar os custos dessa empresa que optou por aplicações abertas."
Por caso até já tinha feito um post sobre este assunto em relação a um artigo que saiu na Forbes, este nosso amigo poderia ler o último parágrafo que eu destaquei neste artigo.
Infelizmente para o cliente preço mais baixo não tem relação directa com maior qualidade (se excluirmos daqui os períodos de recessão em que o preço será função da pressão existente), tipicamente por mais qualidade ele pagará mais.
Depois desta introdução, o autor entra então nos aspectos mais técnicos, abordando as vantagens no domínio da segurança, e começa assim:
"O código aberto também permite que sejam mais facilmente descobertos problemas de segurança, pois qualquer programador ou curioso poder rever o código e apontar problemas, resultando num código mais desenvolvido/programado."
Eu iria mais longe dizendo que, qualquer programador, curioso ou leigo pode rever o código e apontar problemas, que na prática o resultado é o mesmo, mas é ainda mais abrangente, acho que não deixa ninguém de fora... ;o)
Este é o parágrafo onde o autor alinha pelos mitos do movimento Open Source e onde declara não ser programador e nunca ter participado em grande projectos. Parece ser evidente que não existem esses olhos todos que garantam o nível de escrutínio do código nos projectos Open Source que as pessoas esperam quando fazem afirmações destas. Mas cada um acredita no que quer...
Conclui então com a comparação definitiva:
Se você tiver de escolher entre dois carros equivalentes, prefere o carro onde se consegue ver tudo o que tem por dentro ou um carro que não consegue ver nada? Como pode garantir que é seguro se não é possível realizarem-se estudos efectivos de segurança do mesmo pelo facto de não se poder aceder às peças internas do mesmo para controlar a qualidade do material?
Belas perguntas e eu respondo com uma pergunta e qual é o software que conhece que pode garantir que é seguro mesmo publicando a sua source? nenhum, pois então continuamos apenas no domínio das vantagens teóricas. O nosso amigo esquece-se ainda que o cliente comprou um carro e não pretende tornar-se mecânico... em relação aos serviços, o mercado vai encarregar-se de gerar o espaço e as oportunidades para o aparecimento de alternativas não certificadas e mais em conta.
Mais um comentário brilhante:
"Quantos comerciantes e profissionais que estão a ler este artigo não pagaram já uma relevante quantidade de dinheiro só para que a pessoa que lhes vendeu a aplicação fechada alterasse o campo do IVA?"
Sabe ao que eu chamo a isso? Mau desenho, sinceramente se olhar mesmo para a grande maioria das aplicações de gestão no nosso mercado, quase que diria que para as mais importantes isso não representa nenhum problema para os seus clientes (sim e estou a falar de Primavera, winGest, etc.). Mas posso assegurar-lhe que mau desenho não é exclusivo de nenhum modelo.
Enfim eu fico-me por aqui não sem me perguntar se de facto este tipo de artigo elucida alguém ou se pelo contrário vai gerar expectativas que no futuro alguém não vai conseguir endereçar...
Com a polémica da semana passada em relação a dois artigos e em que o Editor assumiu os erros de uma revisão menos rigorosa, agora um artigo destes? Onde está a aprendizagem com os erros que assumiu a semana passada? Enfim deve ser do modelo de colaboração escolhido, não se pode exigir muito mais... afinal o suplemento poderia mudar o titulo de Bits & Bytes para Bitaites, e dessa forma não defraudava ninguém, é tudo uma questão de expectativa...
Enfim mais um excelente artigo, de um promissor treinador de bancada que num único artigo nos brinda com a maior dose de Bitaites alguma vez vista em artigos do género, uma compilação para aí dos trezentos maiores motivos que você amigo decisor não pode ignorar.
Acredite se quiser...
PS: Não precisam de me lembrar para evitar ler o suplemento de informática mais lido em Portugal June 17 É isto o que podemos esperar?Andava a ler uns artigos na Forbes e não pude deixar de reparar neste artigo que me deixa a pensar no que estamos a assistir e no que o futuro nos pode reservar, e a conclusão do artigo cria-me a dúvida se não será efectivamente isto, o que podemos esperar.
"Sounds like the dot-com bubble, except that this time it's not just investors who will get burned. Customers are taking a risk too. Because when these open source software providers burn through their venture funding and go out of business, customers will need to either hire teams of expensive techies to maintain that orphaned code or pay someone to rip out the old stuff and replace it with something new. Either way, all that free software is suddenly going to look awfully expensive."
Alguns dos comentários que achei mais marcantes no artigo:
"He claims IBM is trying to put his privately held company out of business." "Where does this all end? When the whole deck of cards, the whole software industry, falls apart? I find it arrogant on their part that they think they can control what they've unleashed," says Fleury, JBoss' chairman and chief executive." "Poor guy. Did he not get the memo? This is what open source software is all about: creating knockoffs and giving them away, destroying the value of whatever the other guy is selling." "Indeed, IBM's assault on JBoss raises big questions about whether stand-alone open source software companies can ever make enough money to sustain themselves. Because their code can be freely copied, these companies can't charge for their programs. Instead, they hope some users will pay for service and support." "Problem is, most people just take the free stuff and run. Only 3% to 5% of JBoss customers buy support contracts." "These companies were built on the notion that they could make knockoffs of programs sold by giants like Microsoft and Oracle (nasdaq: ORCL - news - people ) and charge only a dime where the big guys charge a dollar. That's a pretty flimsy idea to begin with. But it looks even dimmer when others come along who are willing to sell for a penny."
Continuo confiante que o futuro vai ser bem engraçado ;o) A comunidade está a ficar "doente"Eu sei, o titulo é provocativo e não é verdadeiro, mas parece indiscutível que A Comunidade tem sofrido algumas transformações, Matt Asay um Evangelista Linux da Novell num artigo interessante publicado na NewsForge, reflecte um pouco sobre alguns dos problemas que se colocam hoje à comunidade Open Source. Obviamente que estas comunidades se vão alterando, na sua natureza, nas suas motivações, e muitas vezes nos seus objectivos, tudo isso é natural, afinal vivem das pessoas que as compõem e é impossível garantir que seja controlável. Mas manter comunidades coesas e vibrantes, e simultaneamente vê-las crescer não é algo simples de conseguir ou mesmo manter, a diversidade normalmente promove a dispersão, menor focalização, e muitas vezes lideranças fortes ajudam a compensar os problemas que advêem do crescimento, mas as alterações são inevitáveis. O mais importante para mim é o potencial impacto que estas transformações podem ter num modelo que depende largamente dessa comunidade, este pensamento deixa-me expectante e certo de que ainda vamos assistir a uma melhor definição do papel que cada modelo poderá desempenhar no futuro. O mito do modelo ideal e sem limites vai caindo, e o que permanece, é a afirmação de que é um modelo que provou ter o seu espaço mas está longe de ser a solução para todos os nossos problemas. Insistir no pressuposto de que trocaremos o software pelos serviços é um erro, eu como cliente prefiro, mais software e menos serviços, mais automatização, maior simplicidade na integração, menos esforço no desenvolvimento e menos dependência das pessoas, é no software que temos economia de escala, infelizmente o tempo das pessoas não é partilhável. Não se pense que acredito que as pessoas deviam "desaparecer", apenas considero que o software tem ainda um longo caminho a percorrer até necessitar de menos atenção e intervenção mas esse deve ser o objectivo. É muito fácil generalizar, mas de facto as motivações individuais são as mais diversas no seio destas comunidades, no entanto os exemplos são também inúmeros, e servem para demonstrar que a dada altura da vida o pragmatismo nos assalta a todos, e aspectos como o reconhecimento da comunidade ou o gozo de fazer apenas aquilo que queremos, deixam de estar no topo da nossa lista. Estas alterações nas nossas prioridades são um dos factores que mais contribui para estas transformações na Comunidade, ela pode não estar doente mas está definitivamente diferente. April 23 Tempos dificeisDepois desta polémica toda à volta do fim da utilização do Bitmover BitKeeper, o jovem Linus não pára de nos surpreender segundo o The Register com afirmações no minimo inesperadas. Aquilo que eu já venho dizendo à algum tempo, um dos grandes mitos do Software Livre é o da existência de recursos ilimitados, imensos olhos a escrutinar o código, a resolver os problemas, um modelo colaborativo extremamente eficiente, código com extraordinária qualidade, e por aí fora as vantagens são sempre do mais imaginativo que há, naturalmente que estes argumentos servem apenas para impressionar e tentar convencer quem não entende como tudo isto funciona. Senão vejamos, é quase todos os dias que nos surgem noticias que mostram que a realidade é bem diferente, Andrew Morton alerta para os riscos no projecto do kernel, a estabilidade do sistema operativo poder vir a estar ameaçada, explica porquê e é simples de perceber. Outro caso interessante, a falta de developers atrasa o OpenOffice.org o projecto já adquiriu uma base de código considerável, cerca de 10 milhões de linhas de código, serão aproximadamente 64 developers activos e não tem sido nada fácil envolver mais gente disposta a contribuir, Simon Phipps da SUN num comentário a revelar algum desalento diz "Pergunte à IBM porque é que utiliza o OpenOffice mas não contribui para ele". Para terminar, parece que os novos desenvolvimentos do Kernel continuam a gerar discussões muito apaixonadas e acesas sobre o caminho que cada um considera que este deveria tomar, mas crescem também as preocupações com a "gordura" que este ameaça ganhar à medida que mais e mais tecnologia vai sendo adicionada. April 02 Livres mas surdosÉ interessante de ler, este desabafo da editora do OSNews, sobre software aberto mas aparentemente com desenvolvimento fechado :o) Não me admira muito, este é precisamente o tipo de reacção que muita gente tem em relação às empresas de software proprietário, "se fossemos uma grande empresa já nos ouviam, assim não querem saber de nós", os motivos não serão os mesmos, mas a frustração sim.
January 26 Olha para o que digo. Não olhes para o que eu faço.A IBM mantém-se aparentemente silenciosa, em relação aos seus anunciados esforços de migrar o desktop dos seus colaboradores para Linux.
Anunciada esta intenção em Janeiro de 2004, pelo Chairman e CEO Sam Palmisano, um ano depois, ninguém é capaz de fazer um ponto de situação em relação a esta interessante iniciativa.
Não deixa inclusivamente de ser curioso o facto de que o único browser a ser suportado pelo Helpedesk ser o Internet Explorer.
Podem ver a noticia aqui na Infoworld.
Não deixa de ser caricato que uma das empresas que mais tem aparecido em defesa do movimento Open Source, tenha documentos de migração de Windows para Linux, tenha sido sponsor de uma das maiores bandeiras do movimento (Munique), e contudo pareça não ter um roadmap em relação à adopção do Linux no seu próprio desktop, é nestas alturas que os velhos ditados fazem todo o sentido. January 07 A encruzilhada do Open Source[The Apache Software Foundation]
No inicio de Dezembro numa viagem a Bangalore (Índia), afirmou que se encontram neste momento numa encruzilhada devido ao seu rápido crescimento. Considera ele, que estão neste momento a exigir muito mais de pessoas que colaboram em regime de voluntariado para conseguirem manter o projecto gerível, podem ver a noticia completa aqui: |
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